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Entradas do Março 2008

O crime das Duas Vidas

Março 19, 2008 · 3 Comentários

Este texto é um conto de minha autoria. 

A jovem e bem apresentada Roccio Di Nucci, mudou-se para a pacata cidade ao Leste de Browmeal na grande Mardiecka. Fundada basicamente por imigrantes Pakhothios, em Browmeal jamais fora encontrado vestígios de violência, nem de nada que pudesse levar há ações que desrespeitassem a rígida educação que todos levavam por lá.

Roccio, com apenas 20 anos, possuia uma beleza incomum e que incomodava algumas mulheres. Sua pele rosada, lábios carnudos, olhar penetrante e com uma altura rasoalvelmente alta em relação às outras meninas.

Assim que desembarcou em Bowmeal, olhares curiosos e maldosos rondaram sob ela. Múrmurios de inveja e desejo.

Andou em direção ao rapaz que estava no guichê e lhe perguntou:

-Por favor, você poderia me informar como eu faço para chegar na fazenda Duas Vidas?

O rapaz olhou para ela e estremeceu:

-Err…eu, eu…acho que…vôcê deve…bem…

Impaciente, Roccio o interrompeu:

-Diga logo!

Então o rapaz todo vermelho respondeu:

-A senhorita poderá ir andando até a segunda quadra e virar a esquerda. Logo verá a fazenda.

A jovem respondeu séria:

-Obrigada.

Com apenas duas malas, Roccio caminhou pouco tempo e logo avistou a grande placa “Fazenda Duas vidas”. Procurando uma campainha, esquecera-se que estava em uma cidade pequena e sem grandes vestígios de modernidade. Enquanto estava alí, distraída pensando em como entrar, um homem chegou por detrás dela e lhe disse:

-Você está perdida?

Com um movimento rápido e desajeitado, Roccio virou-se assustada.

Ofegante, olhou para ele e lhe disse:

-Por favor, sabe como eu faço para adentrar na fazenda?

-Claro. – respondeu o homem sorrindo. – Você só precisa tocar o sino que está a sua direita.

Ela olhou bem e viu que de fato lá estava o sino.

Venha comigo. – disse ele. – Sou o dono desta fazenda e prefeito de Bowmeal.

Você deve ser a filha de meu primo que faleceu, estou certo? – perguntou o homem.

Sim. – disse Roccio. – Vim para cá para me concentrar em meu novo livro, já que na cidade fica muito mais difícil devido há tantos contratempos.

Qual o seu nome? – Perguntou ela.

Me chamo Louis Browmeal Di Nucci Marccatio. – respondeu ele.

Andaram muito até chegar na simples casa. Entraram e logo Louis a apresentou para sua esposa.

Roccio, esta aqui é Chantelly minha esposa. – disse Louis.

-As duas se cumprimentaram e Chantelly a fitou de cima embaixo, fazendo com que Roccio se sentisse desconfortável.

Chan, disse o marido, continue preparando a janta enquanto eu levo ela até seu quarto.

Subindo as escadas de madeira, Louis comentou que a jovem estava muito diferente desde a última vez que a tinha visto. Estava uma mulher feita. Aliás, um bela mulher.

Roccio sentiu-se lisongeada e agradeceu.

Sentados na mesa. Louis relembrou momentos em que estivera com Níccolas, o pai de Roccio. Falou também de quando visitava a casa de Roccio…

Enquanto o marido lembrava com saudades do passado, Chantelly soltava um ar de despreso para com o assunto.

Sonolenta e cansada devido a viagem, Roccio pediu licença e se retirou. Notou também que a mulher de Louis estava amargurada.

Assim que chegou em seu quarto, ouviu uma pequena exaltação nas vozes só que não aguentou o sono e dormiu.

Um mês se passou e Chantelly estava cada dia mais incomodada com a presença daquela maravilhosa mulher que, para ela, “distraia” os olhares e pensamentos do marido.

Foi quando que, em um fim-de-semana onde Louis teve de ir a uma reunião em outra cidade. Chantelly decidiu agir.

Depois do almoço, enquanto Roccio encostada sob uma árvore, escrevia suas páginas de livro. Chantelly aproximou-se e sem pensar duas vezes, acertou fatalmente a cabeça de Roccio que morreu na hora.

Nervosa e desesperada depois do que havia feito, Chantelly correu em direção a sua casa e pegou em uma gaveta uma espingarda de caça. Pensando em acabar logo com aquela sensação de arrependimento, ela mirou a própria testa e atirou.

A notícia logo espalhou-se por todas as redondesas.

O prefeito foi internado em um hospício, devido a loucura que lhe possuiu após saber do fato. E a cidade então teve seu primeiro caso de crime que ficou conhecido por todas as gerações de “O crime das Duas Vidas”.

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O jornalista perde poder com o advento da internet?

Março 15, 2008 · Deixe um comentário

Vivemos em um século que depende da rapidez de nossas tecnologias e que cada vez mais está na eloqüente busca por coisas novas. Portanto, é compreensível que os jornais estejam perdendo leitores para os blogs, visto que as pessoas estão tendo muito mais acesso à internet e isso faz com que fique mais fácil e prazeroso ler algo em uma tela de computador ao invés de ter que segurar um jornal impresso que além de, na maior parte dos casos, ser grande, solta aquela “tinta preta”. Só que isso tudo gera um lado negativo, claro. Os blogueiros não são, na sua maior parte, jornalistas ou tão pouco estudantes de Jornalismo, mas sim qualquer um que tenha uma súbita vontade para redigir textos e expô-los ao mundo virtual. Com isso torna-se perigoso o uso de blogs para nos informarmos com qualidade.

Blogueiro jamais poderá ser chamado de jornalista a não ser que complete seus quatro anos de curso superior, mas um jornalista pode ser um grande blogueiro, pois nós sabemos como produzir uma notícia e passá-la com qualidade aos nossos leitores. E assim, não vejo motivos para os jornalistas temerem a perda de poder, porque o que se vê em outros blogs, são cópias de notícias dadas por outros sites, que apenas foram passadas para outras palavras, ou então, opiniões referentes a outras notícias. Quem a priori deve ficar em alerta são os donos de jornais, pois se continuarem com esse jeito “massante” de transmitir informação, podem vir a ter de fechar suas empresas. Talvez a solução fosse uma maneira de nos blogs mesmo, diferenciar marcando o que é um blog jornalístico de um não jornalístico, para que tanto jornalistas quanto blogueiros, tenham direito de expressar suas opiniões sem que um leitor venha a ficar mal informado.

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Hello world!

Março 14, 2008 · 2 Comentários

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